quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sulamericano Master

Foi realizado na cidade argentina de Mar Del Plata, entre os dias 23 a 29 de novembro, o Campeonato Sulamericano Master de Natação. E nosso atleta Moacyr Guedes Jr. participou da competição representando a academia, nas provas de 800, 200 e 50 metros livre. A competição foi realizada no complexo Deportivo Sudamericano, o mesmo em que foi disputado os jogos Panamericanos de Mar Del Plata de 1995.
Segundo o atleta “a estrutura era excelente e a piscina ótima para competir.”

Entre as provas que nadou o atleta ficou em 8º nos 800, 10º nos 200 e 16º nos 50 metros, ficando entre os 3 melhores nadodores do Brasil nestas. Infelizmente este acabou perdendo a prova que tinha mais chance de medalha, que era os 400 metros livre, devido a mudanças de horário, as quais não foram comunicadas individualmente aos clubes. “Isso acabou me deixando muito triste e apesar de conversar com todas as autoridades da Confederação Sulamericana e árbitro geral, junto com outros técnicos que tiveram atletas na mesma situação, não foi feito nada para solucionar” comenta.
A IX edição do Campeonato Sulamericano foi a 2º em relação à quantidade de atletas e considerada a 1º em relação ao nível dos atletas, trazendo os melhores atletas de todos os países da America do sul e alguns de outros países como convidados.


Parabéns ao atleta.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Um desafio a vencer: aprender a nadar


Este depoimento tem como objetivo incentivar pessoas a superar os seus medos e jamais desistir ante os obstáculos que se interpõem.
Sempre vi o esporte como um indutor das boas práticas, quer na educação quer no crescimento pessoal.
Lembro-me de ter iniciado e praticado algumas modalidades de esportes, desde a adolescência, dentre elas: atletismo, futebol, hipismo e montanhismo.
Entretanto, há cinco anos quando descobri a natação, constatei que eu havia colocado os esportes aquáticos em segundo plano e deixado de desfrutar de todos os seus benefícios.
Talvez pela falta de oportunidades, medos, anseios e timidez, o “não saber nadar” criou-me obstáculos nas atividades esportivas e pessoais até a idade adulta.
Ao chegar na faixa dos cinqüenta anos de idade, assistindo um programa esportivo, na televisão, deparei-me com um assunto que instantaneamente despertou-me à atenção: a iniciação de pessoas adultas, com dificuldades e medos, na natação.
Foi o insight que faltava. A partir daquela reportagem, passei a ler tudo o que estava disponível sobre o assunto e de imediato, matriculei-me em uma academia, cujo foco era a natação para iniciantes, como eu.
Já na primeira aula, senti que as dificuldades seriam bem maiores do que eu esperava.
Vencer constrangimentos ao compartilhar a piscina com crianças, usando a primeira toca de natação: a dos aprendizes, é lógico, era um enorme obstáculo.
As turmas eram diferenciadas pelas cores das tocas nos diversos graus de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos.
A minha era de cor laranja, como todos os iniciantes. Com um detalhe, eu era o único adulto a usá-la.
As aulas iam desenvolvendo-se, eu já conseguia pegar as argolas no fundo da piscina e até dar as primeiras braçadas sozinho, ainda cheio de receios e medos sempre que tinha de adentrar mais fundo na piscina.
Um dado dia, a tarefa era transpor a piscina, na sua maior dimensão, 25 metros. Quase não conciliei o sono, na noite anterior, imaginando se eu não conseguisse que vexame seria perante todos.
Entretanto, na hora H, consegui. Senti-me um vencedor.
Resolvi prosseguir, apesar das dificuldades em acompanhar o ritmo das crianças no progresso em trocar as cores das tocas.
Assimilavam o aprendizado com rapidez e achavam tudo fácil. Divertiam-se, achavam lazer e lúdico em tudo o que ali se passava. Para mim, tudo era mais difícil. A minha progressão era lenta.
Encontrei nos professores sempre incentivo e apoio.
Havia novos desafios a encarar. As ferramentas estavam sendo disponibilizadas, uma de cada vez.
Um domingo de sol, eu na beira da piscina de um clube (piscina olímpica, 50 m), passei boa parte do tempo avaliando se eu conseguiria atravessá-la, nadando.
Confesso que as horas iam passavam e a minha insegurança ia aumentando.
Num momento de decisão, entrei na água e nadei até a outra borda. Cheguei no meu limite, esbaforido, cansado, mas vencedor. Era a segunda vez que eu me sentia um herói, um corajoso.
Os desafios não pararam aí.
Passei a residir em Florianópolis, o mar passou a ser o meu cartão de visitas e a sua presença passou a ser diária em meu despertar.
Por intermédio de um site, descobri que havia provas de natação em águas abertas.
De imediato, interessei-me pelo assunto.
Era um novo objetivo delineado. As dificuldades não seriam novidades para mim, entretanto havia um novo desafio: vencer o medo do mar.
As primeiras tentativas em nadar no mar, acompanhado de uma especialista nessa área, foram ricas em ensinamentos e encorajamento. Mas os medos e a ansiedade eram bem maiores do que eu esperava.
Um novo e enorme desafio colocava-se ante minha vontade em nadar, agora no mar.
Foi um ano inteiro de tentativas frustradas em contornar a primeira bóia (sinalizador que orienta e baliza o percurso nas provas de travessia e também é utilizado para limitar e/ou separar áreas de banho das embarcações, nas praias).
Quando utilizada para limitar essas áreas de banhistas e navegadores, a bóia, normalmente, fica a 200 metros da areia da praia.
Para mim, significava nadar 200 metros mar adentro para alcançar a primeira bóia retornar mais 200m até a praia.
Como todos os óbices até aqui encontrados, este também foi superado.
A sensação de transpor a primeira, a segunda e a terceira bóias, foi uma emoção indescritível.
Nessa fase da transição da piscina para o mar, a participação e incentivo da direção e professores da Academia Limit, foi um marco propulsor e definitivo para que eu assumisse que desejava prosseguir em meu crescimento pessoal e esportivo.
Eu achava que já tinha ultrapassado os meus limites na natação, mas faltava participar de uma prova de travessia, em águas abertas.
No dia 22 de novembro de 2009, em Bombinhas, participei da prova chamada de “quebra gelo”, direcionada para os iniciantes na distancia de 800 metros.
A ansiedade e o medo em decepcionar as pessoas que iriam torcer pelo meu sucesso e compartilhar comigo da travessia eram enormes.
A Academia Limit estava lá. Barraca montada, estrutura logística para os seus atletas e no meu caso, um apoio aproximado psicológico e de incentivo.
A própria direção da Academia estava presente.
O mar estava calmo como uma piscina.
O grande momento chegara.
Ao dar as primeiras braçadas e constatar a presença de quem me treinara e acreditara na minha capacidade de superação, bem ali ao lado, compartilhando cada movimento, era uma das sensações sublimes, doces, prazerosas e intransferíveis, experimentadas naquele instante.
Um pequeno incidente, a queda da lente do óculos, no início da prova, permitindo a entrada de água nos olhos, me assustou.
De imediato, a Estéfanie, nossa atleta melhor ranqueada, retirou os seus próprios óculos de natação e me ofereceu para que eu pudesse prosseguir em meu objetivo.
A minha treinadora e mais três atletas da Academia Limit, todos com ótimos níveis de desempenho, estavam ali, também nadando comigo, em apoio.
A vontade em vencer e a concentração dominavam a minha mente e o desejo maior era transpor a bóia demarcatória da chegada.
Enfim, ao atingir a chegada, pensei comigo: Chegamos! Vencemos as nossas dificuldades, os medos e anseios.


O sabor da vitória é doce como o mel!


Paulo Henrique Chiesorin
Um nadador

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nossos atletas fazendo bonito!


No dia 22 de novembro aconteceu a 3º travessia de Zimbros e a galera da Limit Academia estava presente.
Mesmo com o dia nublado, a ameaça de chuva e uma trilha de tirar o fôlego (antes da prova), nossos atletas fizeram bonito.

200 metros
Christopher Bender- 4º lugar geral

800 metros
Paulo Henrique Chiesorin - 9º lugar

1500 metros
Estéfanie Bender – 1º lugar geral
Adriana Rocha de Oliveira – 4º lugar categoria 40-44 anos
Sueli Nunes Rego – 1º lugar categoria 55-59 anos

Silton Pinheiro Jr – 2º lugar categoria 17-19 anos
Moacyr Guedes Jr – 1º lugar categoria 30-34 anos
Paulo Rodrigo de Melo – 4º lugar categoria 30-34 anos
Roberto Dias Jr. - 5º lugar categoria 35-39 anos
Flavio Eichenberg Campello – 1º lugar categoria 55-59 anos
Andre Roger Henri Boutigue- 1º lugar categoria 70+

Parabéns a todos os nadadores e que continuem sempre assim!

E um parabéns especial ao nadador Paulo Henrique Chiesorin que se superou na travessia de 800 metros.



Fotos do evento: